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HOSPITAL RECEBE MAIS UM PRÉMIO
HOSPITAL RECEBE MAIS UM PRÉMIO

2018-10-23

O projeto "Telemonitorização de doentes com insuficiência cardíaca crónica (ICC)" do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira recebeu uma menção honrosa, no âmbito de uma candidatura apresentada ao Prémio "Healthcare Excellence", promovido pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

A iniciativa que vai já na 5ª edição, recebeu um total de 16 candidaturas, de instituições de saúde de todo o país. Promovida pela APAH, com o apoio da biofarmacêutica AbbVie, pretende distinguir projetos de melhoria da qualidade dos serviços prestados aos utentes que tenham resultado numa melhoria do acesso, da eficiência, da segurança, ou dos resultados obtidos na prestação de cuidados de saúde.

Os três projetos vencedores foram distinguidos entre seis finalistas apresentados esta sexta-feira, 19 de outubro na secção regional do Norte da Ordem dos Médicos, no Porto, onde decorreu a entrega dos prémios. 
O projeto do INEM "Via Verde da Reanimação", do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que tem como primeiro objetivo salvar pessoas em situação de paragem cardiorrespiratória, e que, não sendo possível, procura preservar órgãos para aumentar o número de transplantações recebeu o prémio "Healthcare Excellence".

Seguiu-se-lhe o projeto "Utilizadores frequentes do Serviço de Urgência Geral", do Hospital Garcia de Orta (Almada) e do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Almada-Seixal que garantiu a primeira menção honrosa, sendo que a segunda menção honrosa foi entregue ao Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, com o projeto "Telemonitorização de doentes com insuficiência cardíaca crónica (ICC)", um programa que permite detetar precocemente episódios de descompensação e diminuir / prevenir hospitalizações.

Em que consiste o projeto de “Telemonitorização de Doentes com Insuficiência Cardíaca Crónica (ICC)” do CHUCB?

O Centro Hospitalar Cova da Beira tem em curso um Programa inovador de Telemonitorização de Doentes com Insuficiência Cardíaca Crónica (ICC), apoiado financeiramente pela Fundação EDP.
O programa pioneiro ao nível do SNS, faz parte de um sistema integrado de acompanhamento de doentes referenciados com esta situação clínica, e que para além da já referida telemonitorização, incluí também tratamentos de reabilitação cardíaca e medição dos resultados em saúde. Tem como principais objetivos a deteção precoce de complicações ou episódios de descompensação, a melhoria da evolução da doença - monitorizando a adesão ao tratamento e seus efeitos, a prevenção de hospitalizações e a redução de custos em saúde.

Desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, este projeto pretende numa primeira fase abranger 36 doentes com Insuficiência Cardíaca Crónica, do universo de doentes seguidos pelo Serviço de Cardiologia do CHUCB, sendo que após arrancar em julho de 2017 conta atualmente com 31 doentes telemonitorizados em simultâneo. Estes, são acompanhados continuamente nos seus domicílios, onde realizam diariamente medições de diversos parâmetros, o que permite detetar precocemente alterações na sua condição de saúde, e atuar atempadamente. Assim, a cada utente é entregue um kit de monitorização, um tablet e um conjunto de equipamentos de medição (oxímetro, termómetro, esfigmomanómetro, balança e pedómetro/monitor de atividade física).

A todos é garantido acompanhamento inicial e formação no uso e colocação dos referidos dispositivos médicos, por forma a poderem realizar a monitorização diária dos respetivos parâmetros (1 vez ao dia).
Todos os equipamentos, com excepção do termómetro, possuem capacidade bluetooth. A monitorização das medições efetuadas pelos doentes e pelos dispositivos com bluetooth é supervisionada diariamente por um Centro de Triagem e Monitorização (call-center) que além da verificação dos dados, tem implementado um protocolo personalizado, criado pelos médicos do CHUCB, por forma a fazer a despistagem de sintomas de alerta para a evolução do estado da ICC.

Até ao momento, a telemonitorização domiciliária já provou ter efeitos positivos na diminuição do recurso aos meios hospitalares e na melhoria da qualidade de vida dos doentes. Após o primeiro ano de implementação, os resultados de saúde alcançados são evidenciados pela diminuição de internamentos, redução de dias de internamento e redução de episódios de urgência.

Além disso, o projeto aproxima a ligação entre os profissionais de saúde e os doentes, aumentando a capacidade de monitorização remota do doente e uma gestão personalizada de casos de alto risco/crónicos, através do acesso a mais e melhor informação sobre a evolução do estado de saúde do doente, verificando-se assim uma efetiva melhoria da informação clínica.
Uma das características diferenciadoras deste programa está relacionada com o papel ativo do doente, passando o próprio a reconhecer/identificar o seu estado de saúde, o que tem impacto efetivo no seu estilo de vida e na auto-gestão da sua condição crónica.

A nível empresarial o projeto envolve três empresas, parceiras do CHUCB, que reúnem competências para implementar projetos de telemonitorização, são elas a NOS Comunicações, Hope Care e Axa Assistance. 

 


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