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SESSÃO CLÍNICA DO CHCB ALERTA PARA CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DO DÉFICE DE IODO
SESSÃO CLÍNICA DO CHCB ALERTA PARA CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DO DÉFICE DE IODO

2018-04-19

No âmbito de uma Sessão Clínica do Centro Hospitalar Cova da Beira, realizada hoje, dia 19 de abril, no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã, e subordinada à problemática do Défice de Iodo, o especialista em cirurgia do CHCB, Prof. Doutor José Eduardo Santos, alertou para as principais consequências e implicações do Défice de Iodo no Desenvolvimento Cognitivo, no Cancro da Tiróide e repercussões negativas que este acarreta para a economia do País.

Em destaque no estudo e comunicação apresentada, as seguintes considerações:

- O Défice de Iodo (DI) é a causa mais vulgar de défice cognitivo e atraso mental sendo muito prevalente em Países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Contudo, este problema é de fácil correção desde que haja informação pública adequada.

- Mundialmente há mais do que 2 biliões de pessoas afectadas por este problema sendo 266 milhões crianças em idade escolar.

- Dados que documentam a relação do Défice de Iodo com a baixa produtividade e influência negativa na economia nacional levaram o Congresso do Povo na República Popular da China a aprovar em 1978 legislação que requeria que todo o sal para consumo humano fosse iodado a níveis adequados, sendo este processo custeado pelo próprio, Estado uma vez que se tratava de uma questão de saúde pública com repercussões no desenvolvimento da economia nacional. Em 1995 medidas legislativas semelhantes foram também introduzidas na República da África do Sul.

- O DI está associado com o desenvolvimento de Patologia Nodular da Tiróide, Bócio e uma maior prevalência de Cancro da Tiróide, com maior incidência nos cancros mais agressivos da Tiróide.

- O DI afecta a capacidade reprodutiva das populações.

- A prevalência do DI está relacionada unicamente com os níveis / taxa de ingestão de iodo e não necessariamente com a proximidade do mar.

- Todas as Regiões de Portugal, sem excepção, são deficitárias de Iodo, sendo a região mais severamente deficitária a dos Açores, seguida pela região da Beira Interior.

- Para obviar o Défice de Iodo, a medida mais económica e eficaz, recomendada pela OMS, consiste no uso, para fins alimentares, de sal iodado a níveis adequados. O sal marinho não tem necessariamente níveis adequados de iodo uma vez que a preparação, armazenamento, a humidade, o calor e a exposição ao sol afectam o nível disponível de iodo.

Recorde-se que as sessões clínicas do CHCB têm como objetivo a atualização periódica de conhecimentos possibilitando, desta forma, a discussão de temas teórico-práticos.


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